sexta-feira, novembro 20

a lebre e a tartaruga

Até que ponto?

Cada dia saimos de casa de cabeça erguida (a maioria), prontos para mais um dia. Os que têm filhos têm uma manhã complicada, os que não têm e entram cedo levam com o trânsito e/ou com um molho de pessoas nos transportes, e os que definitivamente têm uma vida santa, parece que nem vivem neste mundo.

Vivemos neste mundo porque sim ou porque tem que ser?
Bem, uns poderão dizer: eu gosto disto!

Mas até que ponto gostam mesmo?  Ir na rua e levar uma cotovelada, apreciar um molho de betão com vidros cristalinos a enfeitar...bom, cria impacto, verdade seja dita, mas é beleza? Faz-nos sentir mais felizes ver um prédio dito actual no horizonte?
Bom, talvez provoque arrepios de contentamento a uns, a outros é tão banal que nem notam e outros farão protestos contra.
Não sei bem onde me enquadro... e também, porque raio é que temos que nos enquadrar numa só das respostas?

Quando pensamos no futuro como o imaginamos? Bom, eu imaginava-o numa casa grande, onde pudesse ter animais e pudesse até trabalhar em casa, no meu sossego e ter que conviver só com quem me agradasse. Bem sei que é um pensamento ingénuo e que essas coisas não acontecem... mas enfim, entre isso e um deserto... acho mais realista uma casa de campo.

Mas até que ponto aquelas coisas que todos imaginamos, se cumprem? Alguma vez o acontece? Bom, o problema, creio, já nem é bem a sociedade. Se cada um quiser muito, vive onde quiser (desde que não seja um palácio... que isso já é dificil...) mas há outros contrangimentos. Um deles é o casal. Quando um se "empareja"... bom, dá umas cambalhotas, acaba por ficar "preso" a mais ideais e ideias, mais pensamentos e desejos. E como se diz "quem vai à frente e chega primeiro tem direito a escolher". E com isto, o outro, ou come ou cala. E se calar é pior. Por isso mais vale comer. Então come. Come as suas vontades, engole-as bem fundo e fala... arrota, amarrota, mas tenta sempre disfarçar. Porquê? Porque tem o outro, porque é para o bem dos dois... porque vale sempre a pena quando a alma é pequena! ( se fosse grande o gajo calava e queria ver quem é que comia o quê! )
E depois, a tartaruga (porque vai atrás), corre corre corre para apanhar a lebre, e parece que tá sempre tão distante (pudera, a ver satifeito os seus pedidos e as suas vontades e os seus sonhos) e continua a distanciar-se. E por vezes, distancia-se tanto que já não se lembra do que foi fazer quando se deixou ir à frente, e nem de quem esteve do seu lado quando estava mais atrás. Deixa-se ir. E o outro que está atrás?
Bom... ou come ou cala! E assim será sempre. Comer ou calar. Depois dizem que engorda... se for muita coisa para comer, sim, lá engordará. Mas se se for calando de vez em quando, talvez não engorde tanto e também não se sinta tão para trás. Pode começar a ver outras estradas, que não as via enquanto comia, e descobrir novas peças que encaixem no seu futuro. E se de facto o outro já for tão à frente que nem de binóculos o consiga ver, talvez esses outros caminhos que lhe parecem mais verdejantes e que lhe façam lembrar de sonhos passados, o levem a mudar de direcção... e aí.. bom, aí ou a lebre volta atrás e procura a sua velha amiga tartaruga ou então segue em frente pelos caminhos da vida...

1 comentário:

  1. Babe...hehehe que paródia!
    Claro que por detrás de um bife existe sempre molho, mas poucos sabem se há osso...
    De qualquer forma tenho a certeza que a tartaruga tem mega propulsores na carapaça e que a lebre não é assim tão rápida como todos dizem..e a prova está na foto..!

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